O módulo de Relatórios do EHSflow reúne os relatórios e indicadores HSE da empresa num só ecrã: 28 indicadores, agrupados em seis temas, cada um ao lado do período anterior. Um número sozinho não diz se está a melhorar; ao lado do anterior, diz.
O problema: o relatório mensal que consome uma semana
No fim de cada mês, alguém no QHSE recolhe números de várias bases, de folhas de Excel diferentes, de emails e de relatórios em papel. Calcula as taxas à mão, nem sempre com as mesmas horas. Compara com o mês anterior, se se lembrar de onde guardou o ficheiro. Quando o relatório chega à direcção, já passou uma semana — e duas pessoas podem chegar a valores diferentes para a mesma taxa.
Como funcionam os relatórios e indicadores HSE
1. Escolher o período
O período conta-se em meses inteiros, com atalhos: este mês, mês passado, este trimestre, trimestre passado, este ano e últimos 12 meses. A comparação é sempre com o período imediatamente anterior, com a mesma duração. Julho a Setembro compara-se com Abril a Junho.
2. Lançar as horas trabalhadas
As horas-homem lançam-se aqui, uma linha por mês e por base. São o denominador do TRIR e do LTIFR. Quando a empresa tem bases, a base é obrigatória ao lançar, para que as horas nunca contem a dobrar.
3. Ler os 28 indicadores
- Exposição: horas-homem trabalhadas.
- Ocorrências: ocorrências registadas, acidentes registáveis, com baixa, sem baixa, primeiros socorros, quase-acidentes, ocorrências ambientais e ocorrências por fechar.
- Taxas: TRIR, LTIFR e quase-acidentes por registável.
- Acções correctivas: em aberto, concluídas no período, verificadas no período, fora de prazo e dias médios até concluir.
- Verificação: inspecções concluídas, itens inspeccionados, conformidade, auditorias concluídas, não conformidades maiores e menores.
- Estado do sistema: riscos acima da tolerância, riscos críticos, riscos com revisão vencida, documentos publicados e documentos com revisão vencida.
Juntam-se as distribuições das ocorrências por tipo e por gravidade.
Regras que mantêm os números honestos
- TRIR e LTIFR com multiplicadores conhecidos. Registáveis — com baixa e sem baixa — por 200.000 horas, e acidentes com baixa por 1.000.000 de horas.
- Sem horas, «—» e nunca zero. Zero diria que não houve acidentes; o traço diz que não se sabe, e o ecrã explica onde lançar as horas.
- Seta e cor dizem coisas diferentes. A seta diz se subiu ou desceu; a cor diz se é bom ou mau. Mais quase-acidentes reportados é uma seta para cima, a verde: reportar mais é ver antes de doer.
- Sem valor actual, mostra o anterior. O cartão diz «Anterior: X» em vez de fingir que não há histórico.
- As mesmas definições em todo o lado. O Painel e os Relatórios dão a mesma taxa para a mesma empresa no mesmo mês.
Num exemplo de Julho a Setembro de 2026, para todas as bases: TRIR 0,77 contra 1,61 no trimestre anterior, LTIFR 1,92 contra 4,02, 2 registáveis contra 4, e 38 quase-acidentes contra 27.
Quem usa
- QHSE — lança as horas e prepara o relatório mensal ou trimestral.
- Direcção e Direcção QHSE — lêem a evolução e decidem onde agir.
- Supervisor — acompanha os indicadores da sua base, quando o perfil está limitado às bases atribuídas.
O que a direcção recebe
Um PDF apresentável, com os indicadores em destaque, data de geração e numeração de páginas — pronto a anexar a um relatório mensal ou a uma resposta a cliente. Ou um Excel com datas e números como valores, pronto para tabelas dinâmicas. O ecrã também se imprime directamente.
Ligação aos outros módulos
Este módulo não se preenche: lê. As ocorrências vêm de Incidentes, as acções de Acções (CAPA), a conformidade de Inspecções, e o resto das auditorias, dos riscos e dos documentos. Para a leitura diária, com alertas e média móvel, use o Painel.
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